terça-feira, 11 de abril de 2017

Como Ter uma Renda Passiva Mensal Sem Precisar Trabalhar?

Conheça as vantagens e segredos da renda passiva e dos dividendos, uma forma de investir que permite que você lucre de diversas maneiras.
Você já parou para pensar em por que ganha o que ganha? Não, não estou falando sobre o que você deveria ganhar, justiça/injustiça, custo Brasil, nem nada disso.
O assunto aqui é simplesmente por que razão você – e todo mundo – recebe um pagamento pelo trabalho que executa.
De forma direta, a resposta é simples: uma pessoa concorda em dar parte de seu tempo, força física, habilidades e inteligência para outra, em troca de alguma coisa útil.
Hoje estamos habituados ao dinheiro, mas nem sempre foi assim…
A própria palavra “salário” é derivada de sal, item que era parte integral do pagamento dos soldados na Roma antiga.
Mas quem levava a melhor mesmo eram os mesopotâmios. A mais antiga menção a “pagamento” conhecida é um bloco de argila feito em 3.100 a.C., mostrando quanta cerveja cada trabalhador deveria receber.
Isso mesmo, os mesopotâmios recebiam cerveja em troca pelo sua dedicação. Se olharmos algumas happy hours de hoje, perceberemos que eles sabiam que ia ser quase tudo gasto com álcool mesmo.
Talvez seja por isso que eles remuneravam sua força de trabalho diretamente com a bebida, não?
Brincadeiras à parte, pouco tempo depois, a humanidade descobriu as vantagens do dinheiro. Algo que toda sociedade concorda que tem um determinado valor e que simplifica o pagamento de força de trabalho e a compra de bens e serviços.
Os tempos mudaram, mas o processo continua o mesmo. Dá-se algo seu em troca de dinheiro.
Mas e se esse algo não precisasse ser o seu trabalho? E se você pudesse receber sem suar, sem queimar neurônios, nem nada?
Bom, isso chama “ganhar na loteria”. Mas como não dá para mandar na sorte, vamos para a segunda opção, que é quase tão boa quanto – e ainda permite que você a controle e administre, ao contrário da sorte: a renda passiva.

Ganhando dinheiro com o esforço dos outros


Ganhar dinheiro através do que os outros fazem: isso é o que chamamos de investimento – e também não é novidade.
Muito provavelmente você tem ou já teve pelo menos uma poupancinha, um fundo, um título público.
Em todas essas modalidades você dá o seu dinheiro para o banco, que o usa de várias formas lucrativas – desde financiamento de prédios até especulação internacional.
Depois de um prazo, o banco entrega a você o ganho financeiro conforme combinado. A partir de determinado volume, você começa a receber o suficiente para complementar a renda. Ou, quem sabe, viver de renda.
Em termos técnicos, isso se chama “renda passiva”. Mas esse ganho tem um limite.
A maioria esmagadora das aplicações financeiras oferecidas pelos bancos paga uma fração do que ele recebe emprestando dinheiro para outros bancos. Você já ouviu falar disso. É a taxa SelicQuanto melhor o investimento, mais ele se aproxima dela.
Mas, via de regra, esses investimentos não são tão acessíveis à população em geral, pois os aportes iniciais mínimos costumam ficar na casa das centenas de milhares de Reais.
Mas é possível ter tudo isso investindo algumas centenas de Reais por mês. Ou até menos.

O mundo mágico da renda passiva


Já falei outras vezes aqui e repito: boa parte dos brasileiros é refém da crise do final do mês.
Por falta de educação financeira, dependemos muito do salário que, para muitos, nem sempre dura o mês inteiro – o que muitas vezes tem mais a ver com falta de disciplina do que com quanto a pessoa recebe, mas isso é papo para outra hora.
Acontece que se uma pessoa que mal consegue pagar as contas recebe um aumento, ela tem alguns caminhos possíveis a escolher.
Dois deles são completamente opostos: no primeiro, ela aumenta o padrão de vida imediatamente, e junto vê suas contas subirem. No segundo, resolve investir em renda passiva.
Você sabe que, ao comprar uma ação, você se torna dono de uma fração de uma empresa. Uma espécie de sócio, portanto. E como sócio, recebe uma porcentagem do lucro dessa empresa algumas vezes por ano.
Essa parte se chama dividendo, e é o que pode fazer você lucrar muito.

As vantagens dos dividendos


À primeira vista, não existe muita diferença: ao investir em um fundo bancário você recebe juros; ao comprar certas ações, dividendos.
Alguns podem até dizer que os bancos levam uma vantagem, pois você sempre sabe o quanto vai receber, ao contrário dos investimentos em ações, que são renda variável. Assim, retirar juros ou retirar dividendos dá no mesmo.
Sim, se não levarmos em conta a inflação.
Mesmo que seu investimento bancário leve em conta a desvalorização do dinheiro, ele o faz de acordo com um índice inflacionário.
O índice mede a inflação, a grosso modo, ao pegar um número X de produtos e medir quanto o preço desses produtos variou nas cidades A, B e C. Tira a média e consegue um percentual que simboliza o quanto a moeda desvalorizou no mêsem comparação com o mês anterior.
É um número extremamente confiável para o setor financeiro, e mede a economia geral da nação com fidelidade. Mas não reflete, necessariamente, o que cada pessoa gastou no mês.
Você provavelmente adquiriu algo que subiu mais que essa média. Aí entra a diferença.
Em um investimento bancário tradicional, você investe capital. E se o seu capital diminuir por causa da inflação, você perde dinheiro. Simples assim.
Ao investir em ações, você está investindo em um pedaço de uma empresa e em uma renda passiva.
O que a empresa vale pode variar, mas ela, seus funcionários, sua produção, sua capacidade de inovação continuam.

Exemplo real: as ações da Nintendo


setor de videogames é um dos mais competitivos. É dominado por três empresas gigantes.
Alguns anos atrás, a Nintendo superou seus concorrentes – Sony e Microsoft – ao lançar o videogame Wii.
A situação se inverteu em pouco tempo, com o sucessor Wii U não conseguindo acompanhar as vendas do PS4 e do Xbox One (parênteses, quem é o gênio da Microsoft que acha que Xbox, Xbox 360 e Xbox One é uma sequência de nomes lógica?).
As ações da Nintendo seguiram as vendas fracas e desvalorizaram. Aí, aconteceu algo chamado Pokemón Go. Um dos maiores sucessos do setor nos últimos anos.
Quem investiu na Nintendo, continuou tendo o mesmo pedaço da empresa nos bons e maus momentos. Quem investe apenas dinheiro corre o risco de ver seu patrimônio diminuir aos poucos.
E aqui vai um dos grandes segredos do investimento em ações: você pode diminuir essa volatilidade, dependendo de onde investe e obter uma excelente renda passiva.

Entendendo como funcionam os dividendos


Ao investir em empresas que pagam bons dividendos, a partir de um ponto o seu patrimônio começa a crescer por si só através da renda passiva.
Vamos usar um exemplo com valores fixos para simplificar, mas nunca se esqueça de que ações são investimento de renda variável.
Imagine uma ação que custa R$ 50,00 e que paga R$ 0,10 de dividendo por ação. Você vai comprando esses papéis por meses, até que monta um portfólio de 500 ações. Isso lhe dá dividendos de R$ 50, o suficiente para comprar mais uma sem ter que tirar nada do seu bolso. No próximo pagamento de dividendos, com 501 ações, você tem o suficiente para comprar mais uma e ainda sobra um trocado. E assim sucessivamente.
Não é por acaso que ações que pagam bons dividendos são as preferidas dos maiores investidores do mundo.
Veja a história de Warren Buffett, o maior de todos. Ao contrário da maioria dos empresários de sucesso, Buffet retira de sua empresa um salário anual de apenas 100 mil dólares.
Ele recebe um pouco mais por palestras e livros, mas aí vem o segredo: por volta de 70% do que entra em sua conta a cada mês vem de dividendos de ações, ou seja, de renda passiva.
De fato, a estratégia de Buffett, tanto em sua firma de investimento, a Berkshire Hathaway como em seu portfólio pessoal, é investir pesadamente nas chamadas Aristocratas dos Dividendos.

Grandes empresas, grandes dividendos


Existe ainda uma outra maneira com a qual você ganha dinheiro investindo nessas empresas. Como qualquer companhia, elas procuram crescer, lucrar mais, inovar.
ABInBev, por exemplo, já dominava pouco mais de 30% do mercado mundial de cerveja e recentemente adquiriu a segunda maior cervejaria do mundo, a SABMiller.
Imagine o impacto disso para quem investiu nessas empresas. Sem falar nas decisões menores.
Coca-Cola, que faz parte da elite internacional das boas pagadoras de dividendos, elevando o que paga a seus investidores há quase 50 anos, anunciou recentemente planos de entrar no mercado do café no Brasil.
Não é uma notícia que abala o mercado, como as que eu citei sobre a Nintendo ou a ABInBev, mas é certamente mais um campo para gerar lucros e que vai afetar positivamente o balanço da empresa e seu valor.
Com a empresa valendo mais, o investidor recebe mais se decidir um dia vender suas ações.
E quanto mais tempo você permanecer com uma ação, maiores as chances de ganhar mais apenas com sua valorização. Esta é uma grande oportunidade de obter renda passiva.

A importância de ser aristocrata


Em muitos artigos financeiros, o índice Standard & Poors 500 é citado. Ele reúne as 500 maiores e melhores empresas de capital aberto negociadas na bolsa de Nova Iorque.
É tão influente que é usado pelo governo norte-americano como parte das estatísticas que mostram a saúde financeira do país.
E, entre essas 500 empresas, o S&P 500 separa pouco mais de 50 em um grupo chamado Aristocratas dos Dividendos – empresas que pagam mais e mais dividendos a cada ano, por pelo menos 20 anos.
Achou muito? Existem empresas nesse índice que recompensam seus investidores dessa forma por 50 anos.
Você pode ver um índice parecido na nossa BM&FBovespa. O IDIV separa as empresas que melhor remuneram seus investidores por meio de dividendos.
Não é preciso ser um especialista em finanças para perceber que uma empresa que aumenta (ou, na pior das hipóteses, mantém) os dividendos pagos a seus investidores por 50 anos tem que ter uma solidez a toda prova.

A segurança acompanha as boas pagadoras de dividendos


Se você quer pagar bem quem acredita em você, e fazê-lo por várias décadas, como as integrantes dos Aristocratas, então você precisa de uma solidez e uma segurança financeira capazes de fazê-lo superar qualquer crise.
Peguemos como exemplo a financeira Wells Fargo, integrante do seleto grupo de bons pagadores de dividendos.
Seus acionistas recebem mais e mais por cada ação há mais de 40 anos. Nesse período, o mundo passou por crises do petróleo, pela Guerra Fria, pela ascensão da internet e do mundo digital, pela ascenção e declínio do Japão como um dos líderes mundiais e, lógico, pela crise do mercado imobiliário que, sozinha, destruiu alguns dos maiores agentes financeiros do mundo.
Em meio a tudo isso, a Wells Fargo continuou pagando bons dividendos.
Algumas pessoas chamam o grupo de ações boas pagadoras de “ações para cardíaco”, significando que é muito difícil alguém se assustar com elas.
São estruturadas para não subirem estratosfericamente, mas também para não sofrerem grandes quedas.
Quem as compra não está interessado em especular, mas em algo muito mais importante: segurança e lucro.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Quais são os principais tipos de investimentos em renda fixa?

1. Certificado de Depósito Bancário (CDBs)

Os CDBs continuam sendo um dos melhores tipos de investimento do mercado. Nesta operação, as entidades financeiras emitem títulos de dívidas que serão pagos com uma incidência de juros. Ou seja, o investidor empresta dinheiro para o banco, que retorna esse valor atrelado às taxas de juros CDI, cuja porcentagem é parecida com a taxa SELIC.
A aplicação é especialmente vantajosa porque apresenta um bom grau de seguridade, ao mesmo tempo em que apresenta rentabilidade considerável. O melhor negócio é fechar acordos com bancos de médio ou pequeno porte, que tendem a oferecer propostas mais benéficas ao cliente (com incidência de até 115% da taxa CDI sobre seus lucros).

2. Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRAs)

Os CRAs correspondem aos títulos do agronegócio, cujo lucro vem a partir do pagamento desses produtores rurais. Essas aplicações de renda fixa têm a lucratividade baseada na inflação e na taxa de juros DI ou pré-fixada.
No entanto, este não é dos investimentos mais simples: ele demanda um capital inicial de grande porte, e também é mais arriscado do que os CDBs. Porém, sua taxa de rentabilidade é bem maior (apesar da baixa liquidez).

3. Letras de Crédito Imobiliário (LCIs)

As Letras de Crédito Imobiliário são uma das melhores opções para quem deseja entrar no universo dos investimentos. Essas transações estão ligadas aos financiamentos bancários e são a alternativa que as entidades financeiras encontraram para aquele tipo de investimento. Neste caso, o banco emite um título de LCI, que é vendido a outro investidor para subsidiar o financiamento.
A grande vantagem de uma LCI, além de seu baixíssimo risco (uma vez que o pagamento de financiamentos tem como garantia o próprio imóvel), é que sua renda não é embutida no Imposto de Renda.

4. Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs)

A Letra de Crédito do Agronegócio funciona de maneira similar às LCIs, mas com uma simples diferença: enquanto as LCIs trabalham com o financiamento bancário, as LCAs são subsidiados por produtores rurais, que precisam daquele dinheiro para financiar sua safra ou suas terras.
Assim como as LCIs, as LCAs também trazem isenção do Imposto de Renda, além de serem garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito em quantias de até R$ 250.000. Para aqueles que não têm muita experiência na área e procuram por um investimento que não dê muita dor de cabeça, trata-se de uma opção interessante a ser considerada.
O universo das aplicações monetárias não é apenas o tudo ou nada com o seu dinheiro. É possível encontrar investimentos de renda fixa mais adequados ao seu perfil e objetivo; basta pesquisar, analisar e descobrir o melhor negócio.
Se você tem interesse em descobrir mais sobre o tema, curta a nossa página no Facebook e receba em primeira mão todas as nossas dicas!

INDICES


Indicadores


Índices
CDI
12.13%
SELIC
12.15%
IPCA 12 MESES
4.76%
IPCA NO ANO
0.71%
IGPM 12 MESES
4.86%
IGPM NO ANO
0.74%
IGPDI 12 MESES
4.41%
IGPDI NO ANO
0.12%

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Onde investir em 2017

A renda fixa ainda deve garantir os melhores rendimentos, mas algumas ações também podem trazer boa rentabilidade no ano


Com o início de 2017, este pode ser um bom momento para tirar aquele dinheiro guardado na poupança e alocar em outros investimentos com maior rentabilidade. É consenso entre os especialistas que a caderneta não é a melhor opção para quem quer ver o dinheiro render. Mas sempre fica a dúvida: onde investir?

Com a expectativa de que a economia se estabilize ao longo do ano e que o PIB apresente crescimento, ainda que moderado, a bolsa também pode oferecer algumas boas opções de investimento. “Estamos em uma trajetória de reconstrução do Brasil. Quem tem estômago e orientação de longo prazo pode ter bons ganhos”, diz Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus.Para os especialistas, a renda fixa ainda é a melhor opção. Apesar da expectativa de queda da Selic, a taxa de juros real (juros menos inflação) deve ficar em torno de 6% em 2017, patamar bastante elevado se comparado a outros países.
Renda fixa ainda vale a pena
Com a taxa básica de juros em trajetória de queda, mas ainda elevada, e a expectativa de inflação menor para o ano que vem, a renda fixa ainda é uma aposta certeira para os investidores. Além disso, o ano de 2017 não deve ser de total calmaria — a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e a alta dos juros por lá podem interferir nos mercados financeiros em todo o mundo — e, por isso, a segurança dos ativos de renda fixa deve atrair investidores.
André Lassance, responsável pela área de Renda Fixa da XP Investimentos, alerta que antes de escolher em quais papéis investir, é importante saber quando você vai precisar do dinheiro de volta. “Se você precisar daquele dinheiro para fazer uma reforma ou comprar um bem, é importante não investir em ativos de muito longo prazo ou que não tenham liquidez”, afirma.
Na renda fixa, existem os ativos pré-fixados, aqueles nos quais a remuneração é definida na hora da compra dos títulos, e os pós-fixados, quando isso é determinado depois. “Quem quer uma estratégia mais conservadora deve investir mais em pós-fixado, que é menos suscetível à volatilidade de mercado”, diz Lassance. Nos pós-fixados, uma sugestão dos especialistas para o momento atual é o Tesouro IPCA + (antigo NTN-B) com vencimento em três anos.
Para Miranda, da Empiricus, porém, os pré-fixados podem ter um desempenho melhor em 2017. “Eu acredito que o juro vai cair mais do que o mercado está contemplando, não me surpreenderia em ver a Selic em um dígito no fim de 2017”, diz. No caso dos títulos pré-fixados, já de largada, os investidores sabem o quanto o dinheiro vai render até o vencimento. Por isso, eles têm no preço uma projeção de quanto deve estar a Selic durante todo o período. Se ela cair mais do que o mercado espera, o investidor acaba se dando bem, porque seu rendimento será superior à rentabilidade da Selic em vigor após a compra de seu título. 
Uma dica para investir nos pré-fixados é fazer a aplicação apenas se você tem condições de manter aquele investimento até o vencimento, quando estará garantido o rendimento contratado. Antes do vencimento, os títulos podem ser vendidos, mas o preço será determinado pelo mercado e você pode acabar perdendo dinheiro.
Para quem quer investir no curto prazo, Lassance sugere CDBs (certificado de depósito bancário, uma espécie de empréstimo que você faz ao banco) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário, um tipo de investimento lastreado em empréstimos para o setor imobiliário). 
Claudio Sanches, diretor do Itaú, afirma que “LCIs e LCAs, como são isentas de tributação para pessoas físicas, pagam um pouco mais para os clientes e são uma boa opção para o dinheiro de segurança”. No entanto, ele afirma que é importante analisar quando será possível fazer o regaste do investimento.
Mauro Mattes, gerente de investimentos da Concórdia Corretora, lembra ainda que as debêntures de infraestrutura, que são títulos de dívidas de empresas do setor, são incentivadas e atualmente não há cobrança de imposto de renda para pessoas físicas, por isso podem ser uma boa opção.
Fundos são boa opção para diversificar investimentos
Fundos de investimento podem ser uma opção para quem quer diversificar suas aplicações ou prefere terceirizar a gestão do dinheiro. Mas, antes de investir em qualquer fundo, é preciso avaliar com cuidado. Em especial, o investidor deve prestar atenção às taxas cobradas pelos fundos. Elas têm impacto direto na rentabilidade do investimento.
Para Sanches, do Itaú, os fundos multimercados são uma opção para quem quer diversificar e não tem muito tempo e experiência para eventualmente ficar realocando seus investimentos. Esses fundos possuem um gestor que normalmente tem a liberdade para investir em renda fixa, câmbio e ações. Há fundos de diversos perfis, inclusive alguns com alto risco, portanto, na hora de investir, você deve ficar atento à estratégia de cada um deles.
Mattes sugere que, ao escolher fundos de ações, o investidor deve avaliar se aquele produto é compatível com seu perfil de risco. “Se é alguém que quer colocar dinheiro em ações, pode ser uma boa ideia fazer isso via fundo de investimento, com acompanhamento de alguém que tem conhecimento no assunto, mas tem que ver qual é a política de investimento do fundo e o nível de alavancagem desse fundo, para ver se o grau de risco está no nível que o investidor está disposto a tolerar”, diz. Em fundos que permitem a alavancagem, por exemplo, há a possibilidade de perda superior ao capital investido pelo cliente — e, nesse caso, o investidor precisa colocar mais recursos para cobrir o prejuízo do fundo.
Para Miranda, da Empiricus, os fundos imobiliários, apesar de isentos de IR, não são uma boa opção nesse momento. Esses fundos investem em imóveis e os colocam para locação, lucrando com o pagamento de aluguel dos inquilinos. "Estruturalmente, é interessante como investimento. Principalmente para o brasileiro, que ainda gosta muito da ideia do aluguel, de ter uma renda mensal. Mas eles têm baixa liquidez em bolsa e são muito ligados ao desempenho da economia. Atualmente, a oferta de imóveis e a vacância estão elevados", diz.
Bolsa para quem quer arriscar
Para quem aceita investir em ativos com risco maior, a bolsa pode trazer boas opções para o próximo ano. Com a expectativa de que a economia brasileira pelo menos se estabilize, as empresas devem começar a apresentar resultados melhores — o que potencialmente pode dar valorizar as ações. Como grande parte das companhias brasileiras se estruturaram para sobreviver à crise, qualquer melhora deve ser positiva para a geração de caixa e a margem de lucro.
“O cenário econômico pode ser mais favorável. O mercado não espera uma recuperação forte da economia, mas também não prevê tanta volatilidade como tivemos em 2016”, afirma Marco Saravalle, analista da XP Investimentos.
“A bolsa hoje não está barata, considerando que os lucros estão entre 25% e 30% abaixo da média histórica", diz Miranda, da Empiricus. Nesse cenário de lucros deprimidos, diz ele, qualquer estabilização ou leve crescimento da economia poderá fazer com que as empresas recuperem seus lucros e, consequentemente, as ações se valorizem. “Algumas empresas estão tão adaptadas que qualquer recuperação marginal da receita pode trazer uma grande alta na geração de caixa”, afirma Saravalle.
Outro sinal positivo para a bolsa é a expectativa de redução da Selic. Para as empresas endividadas, a queda da taxa básica de juros significa uma grande economia nas despesas financeiras. “Temos companhias bastante alavancadas. O pagamento da dívida tem consumido bastante caixa das empresas, portanto, essa baixa de juros é muito positiva”, diz Samuel Torres, analista da Spinelli Corretora.
“Nossa recomendação é montar uma carteira com base em empresas que têm apresentado menor dependência das questões políticas”, afirma Saravalle.
Confira abaixo as ações mais recomendadas pelas corretoras consultadas por NEGÓCIOS para 2017:
Itaú
Os papéis do banco não são novidade nas recomendações de compra. “Tivemos uma queda recente nos papeis, portanto, as ações estão com um preço aceitável”, diz Torres, da Spinelli. O Itaú deve se beneficiar da esperada queda na inadimplência, e seus papeis atualmente são negociados a preços atrativos. “Mesmo com um cenário bastante desafiador, eles conseguiram ser conservadores e se adaptaram ao cenário com rentabilidade muito boa”, afirma Saravalle. Além disso, ações do banco costumam acompanhar o movimento do Ibovespa. "Se um investidor está otimista com bolsa, deve ter o Itaú em sua carteira”, diz Miranda, da Empiricus.
Petrobras
Nos últimos anos, o desempenho das ações da Petrobras tinha muita relação com os eventos políticos. Mas, com a gestão de Pedro Parente, isso parece ter mudado, o que animou os acionistas da empresa. Há no mercado a percepção de que Parente deve dar continuidade ao plano estratégico proposto para a estatal, em especial as vendas de ativos. “Nos últimos meses, o comportamento das ações da estatal estão mais dependentes do barril de petróleo lá fora do que dos eventos políticos aqui no Brasil”, diz Saravalle. Com o recente acordo entre os maiores países exportadores de petróleo para diminuir da produção, as projeções para o setor são otimistas. “Pelo que estamos vendo, o pior momento passou, e o risco de queda dos preços de petróleo é pequeno”, afirma Torres, da Spinelli.
Rumo-ALL
Atuando no setor de infraestrutura, a Rumo deve se beneficiar tanto da queda dos juros quanto das concessões ferroviárias e rodoviárias esperadas para o próximo ano. Ao comprar ações da empresa agora, o investidor pode ter ganhos expressivos, caso essas expectativas se concretizem.
Kroton e Estácio
Após a aquisição da Estácio pela rival Kroton, as duas empresas têm muitas sinergias para capturar, o que significa redução de custos. Além disso, as companhias do setor de educação tendem a se beneficiar do Fies, após a publicação das regras do programa para o primeiro semestre do ano, no fim de dezembro.
Hypermarcas
A empresa atua no setor de consumo, que foi muito afetado nos últimos anos. Por isso, a expectativa é que a estabilização da economia brasileira seja suficiente para impulsionar os lucros da companhia. Para Miranda,da Empiricus, em comparação com outras empresas de consumo, como Ambev e Renner, a Hypermarcas é uma opção mais barata. Além disso, a empresa tem exposição em saúde, segmento com perspectiva otimista.
Cosan
A empresa atua tanto na distribuição de combustíveis quanto no mercado de açúcar e álcool  — dois setores com perspectivas positivas para o próximo ano. “Com o governo querendo vender a BR Distribuidora, cria-se um ambiente muito favorável para a distribuição de combustíveis”, diz Miranda. Além disso, ele descreve a diretoria da Cosan como “excelente, talvez a melhor equipe de gestão que temos no Brasil hoje”.
Fibria
Marco Saravalle, da XP Investimentos, sugere que os investidores tenham parte de seus recursos investidos em ações da Fibria, empresa que atua no segmento de papel e celulose, por uma questão defensiva. O desempenho da empresa muitas vezes é pautado pelo setor externo e se descola das brasileiras nos movimentos de alta e queda. “É uma estratégia de proteção da carteira, com a redução do otimismo para 2017. Se houver algum momento de maior aversão ao risco, esse é um papel que pode apresentar crescimento”, disse o analista. “Muitas vezes o Ibovespa está caindo, mas a Fibria está em alta”, completa.
BM&F Bovespa
A proposta de fusão com a Cetip deve beneficiar as ações da BM&F Bovespa. “Mesmo se o Cade aprovar o negócio com restrições, vemos isso como sendo um movimento positivo para a empresa, porque há muitas sinergias para capturar”, afirma Samuel Torres, da Spinelli.
Dólar
Investimentos em dólar são polêmicos. Há quem diga que é arriscado comprar a moeda por causa da volatilidade, mas há também quem defenda que é uma boa forma de proteger seu patrimônio.
Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, faz parte do primeiro grupo. Segundo ele, só deve comprar dólar quem tem compromisso na divisa norte-americana e precisa de uma proteção, caso a cotação tenha uma alta expressiva.
William Eid, professor de finanças da FGV, lembra que para pessoas físicas é difícil operar nesse mercado. “Normalmente, o investidor não tem acesso ao dólar comercial, então ele vai para a cotação do dólar turismo, que já é bem menos vantajosa”, afirma. “Além disso, a diferença entre o preço de compra e o preço de venda, tanto em casas de câmbio quanto diretamente com os bancos, é gigante”, completa. Ou seja, se você precisar vender seus dólares, pode acabar perdendo dinheiro.
Para Claudio Sanches, do Itaú, o dólar é uma das variáveis mais difíceis de se prever. “A volatilidade é muito grande e há muitos fatores que influenciam na cotação. Quando uma variação grande acontece é por causa de algum evento que não estava previsto”, afirma. Ele ressalta, contudo, que o investimento na moeda pode representar uma parte pequena da carteira de clientes que tenham um perfil de investimento mais arriscado.
Já Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, defende que os investidores devem ter parte de seu portfólio na moeda estrangeira. “Risco é estar em real, dólar é segurança. Precisamos pensar que há uma chance não desprezível de rupturas — e se o Cunha delatar o Temer ou se passar uma PEC que convoca eleições diretas e o Lula for eleito? A bolsa despencaria e o dólar iria para as alturas. Nesse cenário, o melhor é ter parte do patrimônio em dólar”, diz. 

RENDA PASSIVA dividendos

Conheça as vantagens e segredos da renda passiva e dos dividendos, uma forma de investir que permite que você lucre de diversas maneiras.
Você já parou para pensar em por que ganha o que ganha? Não, não estou falando sobre o que você deveria ganhar, justiça/injustiça, custo Brasil, nem nada disso.
O assunto aqui é simplesmente por que razão você – e todo mundo – recebe um pagamento pelo trabalho que executa.
De forma direta, a resposta é simples: uma pessoa concorda em dar parte de seu tempo, força física, habilidades e inteligência para outra, em troca de alguma coisa útil.
Hoje estamos habituados ao dinheiro, mas nem sempre foi assim…
A própria palavra “salário” é derivada de sal, item que era parte integral do pagamento dos soldados na Roma antiga.
Mas quem levava a melhor mesmo eram os mesopotâmios. A mais antiga menção a “pagamento” conhecida é um bloco de argila feito em 3.100 a.C., mostrando quanta cerveja cada trabalhador deveria receber.
Isso mesmo, os mesopotâmios recebiam cerveja em troca pelo sua dedicação. Se olharmos algumas happy hours de hoje, perceberemos que eles sabiam que ia ser quase tudo gasto com álcool mesmo.
Talvez seja por isso que eles remuneravam sua força de trabalho diretamente com a bebida, não?
Brincadeiras à parte, pouco tempo depois, a humanidade descobriu as vantagens do dinheiro. Algo que toda sociedade concorda que tem um determinado valor e que simplifica o pagamento de força de trabalho e a compra de bens e serviços.
Os tempos mudaram, mas o processo continua o mesmo. Dá-se algo seu em troca de dinheiro.
Mas e se esse algo não precisasse ser o seu trabalho? E se você pudesse receber sem suar, sem queimar neurônios, nem nada?
Bom, isso chama “ganhar na loteria”. Mas como não dá para mandar na sorte, vamos para a segunda opção, que é quase tão boa quanto – e ainda permite que você a controle e administre, ao contrário da sorte: a renda passiva.

Ganhando dinheiro com o esforço dos outros



Ganhar dinheiro através do que os outros fazem: isso é o que chamamos de investimento – e também não é novidade.
Muito provavelmente você tem ou já teve pelo menos uma poupancinha, um fundo, um título público.
Em todas essas modalidades você dá o seu dinheiro para o banco, que o usa de várias formas lucrativas – desde financiamento de prédios até especulação internacional.
Depois de um prazo, o banco entrega a você o ganho financeiro conforme combinado. A partir de determinado volume, você começa a receber o suficiente para complementar a renda. Ou, quem sabe, viver de renda.
Em termos técnicos, isso se chama “renda passiva”. Mas esse ganho tem um limite.
A maioria esmagadora das aplicações financeiras oferecidas pelos bancos paga uma fração do que ele recebe emprestando dinheiro para outros bancos. Você já ouviu falar disso. É a taxa SelicQuanto melhor o investimento, mais ele se aproxima dela.
Mas, via de regra, esses investimentos não são tão acessíveis à população em geral, pois os aportes iniciais mínimos costumam ficar na casa das centenas de milhares de Reais.
Mas é possível ter tudo isso investindo algumas centenas de Reais por mês. Ou até menos.

O mundo mágico da renda passiva


á falei outras vezes aqui e repito: boa parte dos brasileiros é refém da crise do final do mês.
Por falta de educação financeira, dependemos muito do salário que, para muitos, nem sempre dura o mês inteiro – o que muitas vezes tem mais a ver com falta de disciplina do que com quanto a pessoa recebe, mas isso é papo para outra hora.
Acontece que se uma pessoa que mal consegue pagar as contas recebe um aumento, ela tem alguns caminhos possíveis a escolher.
Dois deles são completamente opostos: no primeiro, ela aumenta o padrão de vida imediatamente, e junto vê suas contas subirem. No segundo, resolve investir em renda passiva.
Você sabe que, ao comprar uma ação, você se torna dono de uma fração de uma empresa. Uma espécie de sócio, portanto. E como sócio, recebe uma porcentagem do lucro dessa empresa algumas vezes por ano.
Essa parte se chama dividendo, e é o que pode fazer você lucrar muito.

As vantagens dos dividendos


À primeira vista, não existe muita diferença: ao investir em um fundo bancário você recebe juros; ao comprar certas ações, dividendos.
Alguns podem até dizer que os bancos levam uma vantagem, pois você sempre sabe o quanto vai receber, ao contrário dos investimentos em ações, que são renda variável. Assim, retirar juros ou retirar dividendos dá no mesmo.
Sim, se não levarmos em conta a inflação.
Mesmo que seu investimento bancário leve em conta a desvalorização do dinheiro, ele o faz de acordo com um índice inflacionário.
O índice mede a inflação, a grosso modo, ao pegar um número X de produtos e medir quanto o preço desses produtos variou nas cidades A, B e C. Tira a média e consegue um percentual que simboliza o quanto a moeda desvalorizou no mêsem comparação com o mês anterior.
É um número extremamente confiável para o setor financeiro, e mede a economia geral da nação com fidelidade. Mas não reflete, necessariamente, o que cada pessoa gastou no mês.
Você provavelmente adquiriu algo que subiu mais que essa média. Aí entra a diferença.
Em um investimento bancário tradicional, você investe capital. E se o seu capital diminuir por causa da inflação, você perde dinheiro. Simples assim.
Ao investir em ações, você está investindo em um pedaço de uma empresa e em uma renda passiva.
O que a empresa vale pode variar, mas ela, seus funcionários, sua produção, sua capacidade de inovação continuam.

Exemplo real: as ações da Nintendo


setor de videogames é um dos mais competitivos. É dominado por três empresas gigantes.
Alguns anos atrás, a Nintendo superou seus concorrentes – Sony e Microsoft – ao lançar o videogame Wii.
A situação se inverteu em pouco tempo, com o sucessor Wii U não conseguindo acompanhar as vendas do PS4 e do Xbox One (parênteses, quem é o gênio da Microsoft que acha que Xbox, Xbox 360 e Xbox One é uma sequência de nomes lógica?).
As ações da Nintendo seguiram as vendas fracas e desvalorizaram. Aí, aconteceu algo chamado Pokemón Go. Um dos maiores sucessos do setor nos últimos anos.
Quem investiu na Nintendo, continuou tendo o mesmo pedaço da empresa nos bons e maus momentos. Quem investe apenas dinheiro corre o risco de ver seu patrimônio diminuir aos poucos.
E aqui vai um dos grandes segredos do investimento em ações: você pode diminuir essa volatilidade, dependendo de onde investe e obter uma excelente renda passiva.

Entendendo como funcionam os dividendos


Ao investir em empresas que pagam bons dividendos, a partir de um ponto o seu patrimônio começa a crescer por si só através da renda passiva.
Vamos usar um exemplo com valores fixos para simplificar, mas nunca se esqueça de que ações são investimento de renda variável.
Imagine uma ação que custa R$ 50,00 e que paga R$ 0,10 de dividendo por ação. Você vai comprando esses papéis por meses, até que monta um portfólio de 500 ações. Isso lhe dá dividendos de R$ 50, o suficiente para comprar mais uma sem ter que tirar nada do seu bolso. No próximo pagamento de dividendos, com 501 ações, você tem o suficiente para comprar mais uma e ainda sobra um trocado. E assim sucessivamente.
Não é por acaso que ações que pagam bons dividendos são as preferidas dos maiores investidores do mundo.
Veja a história de Warren Buffett, o maior de todos. Ao contrário da maioria dos empresários de sucesso, Buffet retira de sua empresa um salário anual de apenas 100 mil dólares.
Ele recebe um pouco mais por palestras e livros, mas aí vem o segredo: por volta de 70% do que entra em sua conta a cada mês vem de dividendos de ações, ou seja, de renda passiva.
De fato, a estratégia de Buffett, tanto em sua firma de investimento, a Berkshire Hathaway como em seu portfólio pessoal, é investir pesadamente nas chamadas Aristocratas dos Dividendos.

Grandes empresas, grandes dividendos


Existe ainda uma outra maneira com a qual você ganha dinheiro investindo nessas empresas. Como qualquer companhia, elas procuram crescer, lucrar mais, inovar.
ABInBev, por exemplo, já dominava pouco mais de 30% do mercado mundial de cerveja e recentemente adquiriu a segunda maior cervejaria do mundo, a SABMiller.
Imagine o impacto disso para quem investiu nessas empresas. Sem falar nas decisões menores.
Coca-Cola, que faz parte da elite internacional das boas pagadoras de dividendos, elevando o que paga a seus investidores há quase 50 anos, anunciou recentemente planos de entrar no mercado do café no Brasil.
Não é uma notícia que abala o mercado, como as que eu citei sobre a Nintendo ou a ABInBev, mas é certamente mais um campo para gerar lucros e que vai afetar positivamente o balanço da empresa e seu valor.
Com a empresa valendo mais, o investidor recebe mais se decidir um dia vender suas ações.
E quanto mais tempo você permanecer com uma ação, maiores as chances de ganhar mais apenas com sua valorização. Esta é uma grande oportunidade de obter renda passiva.

A importância de ser aristocrata


Em muitos artigos financeiros, o índice Standard & Poors 500 é citado. Ele reúne as 500 maiores e melhores empresas de capital aberto negociadas na bolsa de Nova Iorque.
É tão influente que é usado pelo governo norte-americano como parte das estatísticas que mostram a saúde financeira do país.
E, entre essas 500 empresas, o S&P 500 separa pouco mais de 50 em um grupo chamado Aristocratas dos Dividendos – empresas que pagam mais e mais dividendos a cada ano, por pelo menos 20 anos.
Achou muito? Existem empresas nesse índice que recompensam seus investidores dessa forma por 50 anos.
Você pode ver um índice parecido na nossa BM&FBovespa. O IDIV separa as empresas que melhor remuneram seus investidores por meio de dividendos.
Não é preciso ser um especialista em finanças para perceber que uma empresa que aumenta (ou, na pior das hipóteses, mantém) os dividendos pagos a seus investidores por 50 anos tem que ter uma solidez a toda prova.

A segurança acompanha as boas pagadoras de dividendos


Se você quer pagar bem quem acredita em você, e fazê-lo por várias décadas, como as integrantes dos Aristocratas, então você precisa de uma solidez e uma segurança financeira capazes de fazê-lo superar qualquer crise.
Peguemos como exemplo a financeira Wells Fargo, integrante do seleto grupo de bons pagadores de dividendos.
Seus acionistas recebem mais e mais por cada ação há mais de 40 anos. Nesse período, o mundo passou por crises do petróleo, pela Guerra Fria, pela ascensão da internet e do mundo digital, pela ascenção e declínio do Japão como um dos líderes mundiais e, lógico, pela crise do mercado imobiliário que, sozinha, destruiu alguns dos maiores agentes financeiros do mundo.
Em meio a tudo isso, a Wells Fargo continuou pagando bons dividendos.
Algumas pessoas chamam o grupo de ações boas pagadoras de “ações para cardíaco”, significando que é muito difícil alguém se assustar com elas.
São estruturadas para não subirem estratosfericamente, mas também para não sofrerem grandes quedas.
Quem as compra não está interessado em especular, mas em algo muito mais importante: segurança e lucro.