Insatisfeito com o rendimento da caderneta de poupança? Você pode trocá-la por uma dessas aplicações financeiras conservadoras
A caderneta de poupança ainda é o investimento mais popular do Brasil, mas os resgates vêm superando as aplicações consistentemente nos últimos tempos.
Em 2015, a captação líquida da poupança só foi positiva no mês de dezembro. Isso significa que, em todos os outros meses, houve mais saques que aplicações. A caderneta fechou o ano com os resgates superando os investimentos em mais de 53 bilhões de reais.
Alguns fatores explicariam isso. O principal deles é a crise econômica, que vem causando desemprego e faz com que as pessoas precisem resgatar os recursos aplicados. A inflação elevada é outro problema. A perda de poder de compra das famílias as obriga a sacar suas economias.
Outra questão que tem levado a poupança a perder recursos é sua baixa rentabilidade, que não está conseguindo superar a inflação.
Isso faz com que o dinheiro aplicado vá perdendo seu poder de compra com o tempo, o que não é tão problemático para quem vai usá-lo dentro de alguns meses, mas é muito danoso para quem quer juntar uma grande quantia para usar apenas dentro de alguns anos.
Assim, quem não precisa do dinheiro para seus gastos do dia a dia e tem planos de prazo mais longo está preferindo migrar para investimentos conservadores mais rentáveis.
Se este é o seu caso, mas você não sabe para onde levar seu dinheiro, ou está receoso de sair da poupança por medo de colocar seu pé de meia em risco, este post pode te ajudar.
Já passou da hora de buscar opções melhores que a caderneta de poupança. E existem no mercado investimentos tão seguros quanto ela, se não mais. E o melhor, acessíveis para qualquer investidor pessoa física.
O que um investimento deve ter para substituir a poupança
Para funcionar bem como substituto da poupança, o investimento escolhido deve ser conservador, apresentando as seguintes características:
– Ter baixo risco: os investimentos de renda fixa conservadora são os que mais se aproximam do nível de risco da poupança, pois têm baixo risco de calote e de desvalorização;
– Ter alta liquidez: o dinheiro deve poder ser resgatado de maneira fácil e rápida, imediatamente ou poucos dias após o pedido de resgate;
– Ter rentabilidade pós-fixada atrelada à taxa básica de juros: o rendimento deve variar de acordo com a Selic ou o CDI (as duas taxas costumam ser bem próximas);
– Ter taxas de administração baixas.
– Ter alta liquidez: o dinheiro deve poder ser resgatado de maneira fácil e rápida, imediatamente ou poucos dias após o pedido de resgate;
– Ter rentabilidade pós-fixada atrelada à taxa básica de juros: o rendimento deve variar de acordo com a Selic ou o CDI (as duas taxas costumam ser bem próximas);
– Ter taxas de administração baixas.
Se atender a esses pré-requisitos, o investimento será mais rentável que a poupança mesmo com a cobrança de imposto de renda e de eventuais taxas. Além disso, terá o mesmo nível de risco que a caderneta, se não for mais seguro, podendo ser resgatado a qualquer momento sem perdas.
Investimentos conservadores que não possam ser resgatados a qualquer momento devem ser evitados, pois deixarão o investidor na mão em caso de emergência.
Você também deve fugir de aplicações que cobrem taxas muito altas. Como os custos e o IR comem parte da rentabilidade dos investimentos, eles podem perder da poupança em épocas em que a taxa básica de juros estiver mais baixa.
Conheça os três principais substitutos da caderneta de poupança:
1. Certificados de Depósito Bancário (CDB)
São títulos de dívida emitidos por bancos. Por meio deles, o investidor empresta dinheiro para o banco desempenhar suas atividades, em troca de um rendimento. Não há cobrança de taxas, apenas IOF sobre os rendimentos (no caso de aplicações inferiores a 30 dias) e imposto de renda.
Para atuarem como bons substitutos da poupança, os CDBs devem ter liquidez diária, podendo ser resgatados a qualquer momento, e render um percentual do CDI, taxa de juros das operações de empréstimos entre bancos.
O ideal é que paguem a partir de 90% do CDI. Mas quando a taxa Selic está num patamar mais elevado, até percentuais menores costumam superar a rentabilidade da poupança. Em bancos médios é possível encontrar rentabilidades maiores, como 100% do CDI com liquidez diária.
Os CDBs têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até 250 mil reais por CPF, por instituição financeira. É a mesma garantia da poupança.
Lembrando que esse é o valor global de proteção, isto é, válido para todos os depósitos garantidos pelo FGC que o investidor tem em uma mesma instituição, como conta corrente, poupança e CDB.
Essa garantia permite ao investidor buscar rentabilidades maiores em bancos de menor porte, pois caso o emissor quebre e dê um calote, o FGC garante a quantia aplicada. Porém, nesses casos, é importante não manter mais do que 250 mil reais em um mesmo banco.
O valor do aporte inicial varia de CDB para CDB, mas há papéis para investidores de todos os portes.
2. Tesouro Selic (LFT)
O Tesouro Selic (LFT) é um título público, isto é, um título de dívida emitido pelo governo federal. É o investimento de menor risco da economia brasileira.
Primeiro porque, como todos os títulos públicos, tem garantia do governo federal, o que faz com que seu risco de calote seja o menor do país.
Segundo porque sua remuneração é atrelada à taxa Selic, o que faz com que seja mínimo o risco de o investidor perder dinheiro se vender o título antes do vencimento. Nesse caso, seu rendimento muito provavelmente será positivo.
Isso já não é verdade para os outros títulos públicos, que têm outras formas de remuneração. Eles são considerados menos conservadores, pois têm um risco considerável de dar retorno negativo se vendidos antes do vencimento. Se levados até o fim do prazo, porém, pagam exatamente a rentabilidade acordada na hora da compra.
É por meio da compra de títulos públicos que pessoas e instituições emprestam dinheiro ao governo federal. Pessoas físicas têm acesso a esses papéis pelo Tesouro Direto, plataforma on-line de compra e venda de títulos públicos. O investimento inicial é de apenas 30 reais.
Para ter acesso ao Tesouro Direto é preciso abrir conta em uma corretora de valores que ofereça o serviço, e elas geralmente cobram uma taxa de custódia anual para isso. Além disso, há uma taxa de custódia obrigatória de 0,3% ao ano, paga à bolsa de valores, pela guarda dos títulos.
Não é difícil para o Tesouro Selic superar a poupança, já que sua rentabilidade é atrelada à Selic. Mas como há taxas e cobrança de imposto de renda – e de IOF para aplicações de prazo inferior a 30 dias – é preciso atentar para a taxa cobrada pela corretora, para que não seja alta demais.
Entenda melhor o que são títulos públicos e veja como investir no Tesouro Direto.
3. Fundos de renda fixa conservadora
Os fundos de renda fixa conservadora investem em papéis como os já mencionados CDBs e títulos Tesouro Selic (LFT), além de fazerem outras operações de baixo risco no mercado financeiro. O objetivo é obter uma rentabilidade próxima da taxa CDI.
Uma vantagem de investir por meio de fundos de investimento é que você não precisa se preocupar em escolher os investimentos, você tem um profissional para fazer isso por você. Além disso, você já investe em uma carteira diversificada, mesmo que não tenha muito dinheiro.
Mas essa gestão profissional tem um custo: a taxa de administração. É importante que ela não seja muito alta, para que não reduza demais a rentabilidade e torne o fundo desvantajoso frente à poupança. Especialistas recomendam que ela não ultrapasse 1% ao ano.
Há ainda cobrança de IOF para aplicações de prazo inferior a 30 dias e imposto de renda sobre os rendimentos.
Fundos conservadores são muito acessíveis ao investidor pessoa física, e alguns sequer exigem um valor mínimo de aporte inicial, aceitando qualquer quantia.
Quanto ao risco, os investidores só estão expostos ao risco das aplicações financeiras nas quais o fundo investe. Como os fundos têm CNPJ próprio, seu patrimônio não se mistura ao das instituições financeiras que cuidam dele, como a gestora e a administradora. Se o gestor, por exemplo, quebrar, basta migrar o fundo para outro gestor.
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