Os investimentos de baixo risco que podem substituir a caderneta de poupança para quem se considera muito conservador
Você está insatisfeito com o rendimento da poupança e quer investir em algo melhor, mas se considera um investidor conservador e acha que não conhece o suficiente o mercado financeiro?
Se esta é a sua história, saiba que você não está só, nem precisa ter medo de investir fora da poupança. Há diversas opções mais rentáveis no mercado e que são tão seguras quanto a caderneta – quando não mais!
Em tempos de juros altos, como o atual, não é difícil que os investimentos de renda fixa conservadora ganhem da caderneta de poupança. Sua remuneração é diretamente atrelada à taxa básica de juros (Selic) e ao CDI, taxa de juros das operações interbancárias que se aproxima da Selic.
Já a rentabilidade da poupança esbarra em um teto: 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR). A TR é ligada à Selic, mas conta com um redutor em seu cálculo que tem feito com que ela permaneça baixa mesmo em época de juros altos.
Quanto maior a taxa básica de juros, maior é a rentabilidade dos investimentos de renda fixa conservadora. E quando os juros estão elevados, eles conseguem ganhar da poupança com folga, mesmo com cobrança de taxas de administração e imposto de renda.
Conheça os investimentos de baixo risco ideais para os investidores conservadores que estão insatisfeitos com a poupança:
Certificados de Depósito Bancário (CDB)
Os CDBs são emitidos e normalmente distribuídos por bancos, mas também podem ser distribuídos por corretoras de valores ou distribuidoras de valores mobiliários.
Sua remuneração costuma ser expressa em um percentual do CDI. Atualmente, CDBs que paguem mais de 80% do CDI costumam ser mais rentáveis que a poupança, mesmo com a cobrança de imposto de renda, da qual a poupança é isenta. Em bancos médios, há CDBs que pagam 100% do CDI com liquidez diária.
CDBs com liquidez diária, que podem ser resgatados a qualquer momento, são bons substitutos para a poupança. Mas aqueles que oferecem remuneração maior apenas se o investidor mantiver o dinheiro aplicado por um determinado prazo podem pagar muito pouco em caso de resgate antecipado.
Por isso, é bom ficar atento: se você quer uma aplicação de curto prazo, resgatável a qualquer momento, prefira os CDBs com liquidez diária. Se vai fazer um investimento de médio e longo prazo, pode escolher um CDB que pague mais de 100% do CDI em um prazo maior.
CDBs têm o mesmo nível de segurança da poupança: garantia de até 250 mil reais por investidor, por instituição financeira, oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que, se o banco quebrar, o investidor é ressarcido até esse teto.
Lembrando que esse é o valor global de proteção. Ou seja, é válido para todos os depósitos garantidos pelo FGC que o investidor tem em uma mesma instituição, como conta-corrente, poupança e CDB.
Quer saber mais sobre os CDBs? Este post traz mais detalhes! E aqui você encontra mais explicações sobre o funcionamento do FGC.
Tesouro Selic (LFT)
O Tesouro Selic (LFT) é um título público emitido pelo governo federal e negociado via Tesouro Direto, plataforma eletrônica de negociação de títulos públicos para a pessoa física. Entenda melhor o que são e como funcionam os títulos públicos.
São as aplicações de menor risco do Brasil. Primeiro porque sua rentabilidade apenas acompanha a Selic, o que os torna os títulos mais conservadores do Tesouro Direto.
Segundo, porque eles têm garantia do governo brasileiro. Mesmo que a saúde financeira do governo não seja das melhores, seu risco de calote ainda pode ser considerado menor que o de investimentos emitidos por empresas ou bancos privados no Brasil.
Afinal, essas entidades também estão expostas ao risco do governo brasileiro, além dos riscos dos seus próprios negócios.
E em terceiro lugar, porque esses títulos têm liquidez diária, podendo ser vendidos de volta ao Tesouro Nacional a qualquer momento, sempre que o investidor quiser reaver seus recursos.
Para ter acesso ao Tesouro Direto é preciso abrir conta em uma corretora de valores que ofereça a modalidade. Há um custo fixo e obrigatório de 0,3% ao ano e pode ou não haver uma taxa adicional cobrada pela corretora. Veja como investir no Tesouro Direto.
Para o Tesouro Selic não é difícil render mais que a poupança, mesmo com o imposto de renda. Só é preciso tomar cuidado para os custos não acabarem com essa vantagem.
Com a Selic atual, o investimento em Tesouro Selic supera a poupança mesmo na corretora que cobra a taxa mais alta. Porém, prefira uma corretora que não cobre taxa ou que cobre uma taxa baixa, para não ter a rentabilidade sacrificada se a Selic voltar a cair.
Fundos de renda fixa conservadora
Os fundos de renda fixa conservadora, entre os quais se encontram os fundos DI, são obrigados a investir a maior parte do patrimônio em aplicações ou operações de baixíssimo risco que objetivem acompanhar as variações do CDI ou da Selic.
Ou seja, seu objetivo é render o equivalente ao CDI, e eles não sofrem com oscilações negativas. Assim, eles também podem ser ótimos substitutos da caderneta de poupança.
O investidor deve ficar atento, pois existem fundos de renda fixa que investem em ativos mais arriscados. Eles podem até ter rentabilidade negativa.
Os fundos de investimento no Brasil são protegidos por uma rigorosa legislação que os obriga a ter um CNPJ próprio. Isso faz com que o patrimônio de um fundo jamais se misture com o de sua gestora ou o de sua administradora, resguardando os cotistas. Veja mais detalhes sobre como funcionam os fundos.
Esses fundos de investimento estão sujeitos à cobrança de imposto de renda segundo o regime de come-cotas, em que o imposto é pago em cotas a cada seis meses. Entenda em detalhes como funciona o sistema de come-cotas.
Verifique o histórico de rentabilidade do fundo antes de investir e certifique-se de que sua taxa de administração seja baixa, de no máximo 1% ao ano. Isso porque, se a Selic tornar a cair, os fundos mais caros tendem a perder da poupança.
Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são papéis de renda fixa emitidos por bancos e protegidos pelo FGC, assim como os CDBs. Porém, são isentas de imposto de renda, como a poupança.
Apesar de rentáveis, elas não são adequadas para substituir a poupança em aplicações de curto prazo. Há um prazo de carência de 90 dias para poder haver um resgate, e algumas não permitem resgate antes do vencimento.
Por isso, esses papéis são mais adequados para objetivos de médio e longo prazo, que casem com o prazo do papel.
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