sexta-feira, 24 de março de 2017

Cuidados ao buscar investimentos de alta liquidez


O risco de liquidez não é o único com que o investidor deve se preocupar. Como já mostramos aqui no blog, há vários outros tipos de risco a que um investimento pode estar sujeito, como o risco de oscilação de preços ou de calote.
Assim, é bom ter em mente o objetivo do seu investimento para entender quais dos investimentos mais líquidos são melhores para você.
Se você deseja liquidez porque tem perfil conservador ou porque busca aplicações para investir sua reserva de emergência, você deve priorizar os investimentos de menor risco, como CDBs de liquidez diária, fundos de renda fixa conservadora ou os títulos Tesouro Selic.
Nesses casos, não só a liquidez é crucial, como também o baixo risco de calote e de oscilação de preços, uma vez que investidores nessas situações não toleram perdas de jeito nenhum.
Afinal, de nada vai adiantar um investimento ter alta liquidez, como os títulos públicos atrelados à inflação ou os fundos de ações, se o risco de rendimentos negativos for razoável.
Até investidores moderados e agressivos devem ter parte de seu patrimônio aplicada em investimentos de baixo risco e alta liquidez.
Só depois disso é que o investidor deve buscar diversificação e aplicar o restante dos seus recursos em investimentos com maior risco e potencial de rentabilidade.
Mas mesmo os investidores que querem e podem partir para investimentos de maior risco podem querer se manter líquidos – por conta de um momento de crise econômica, por exemplo.
Nesses casos, os demais ativos da lista, como certos fundos de maior risco e mesmo as ações, podem ser boas alternativas, dependendo do objetivo do investidor.

E a caderneta de poupança?

De fato, quando se fala em liquidez diária ou imediata, a caderneta de poupança é o primeiro investimento a vir à cabeça. Aplicações e resgates são extremamente fáceis e simples de executar, fora a isenção de imposto de renda.
Contudo, a rentabilidade da caderneta de poupança é bastante limitada. Ela rende no máximo 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR). A TR até tem correlação com a Selic, mas seu cálculo conta com um redutor que a tem mantido baixa.
Assim, em tempos de inflação alta, a caderneta perde da alta de preços, sendo incapaz de preservar o poder de compra do investidor. Outros investimentos conservadores, que acompanham mais de perto a taxa Selic, são mais indicados.

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