sexta-feira, 31 de março de 2017

SABIA QUE A EDUCAÇÃO FINANCEIRA É O MELHOR CAMINHO PARA ENRIQUECER E FORMAR UM PATRIMÔNIO?

Educação financeira está para o enriquecimento como a educação alimentar está para o emagrecimento. É muito difícil conseguir ganhar dinheiro e guardá-lo de forma contínua sem aprender educação financeira.
Assim, muito mais do que uma atitude ou mero planejamento financeiro, a educação financeira é um conjunto de ações como cortar gastos, investir, multiplicar ganhos, acumular riqueza. Tudo isso junto, deve se tornar num hábito.
E é justamente por esse hábito que, dia após dia, você formará um patrimônio sólido, crescente e saudável. Mesmo sem grandes objetivos, o seu comportamento sempre terá a tendência de acumular riqueza.
Qual a importância de garantir um bom futuro para a sua família?
Sem uma boa educação financeira, você dificilmente conseguirá ter sua independência financeira e ser bem sucedido. Muitos pensam que a riqueza é ligada à sorte.
Mas não é bem assim. Pouquíssimas pessoas ficaram ricas sem querer, por acaso. Normalmente isso é conquistado com muito trabalho.
A riqueza é ligada a um planejamento traçado e realizado atitude por atitude. Se não acredita o quão importante é a educação financeira, imagine a seguinte situação: um milionário dá R$ 100.000 a 10 pessoas.
Após um mês com o dinheiro, 9 delas já não possuem o mesmo valor. Elas compraram carros, deram entrada em casas ou compraram qualquer tipo de item que perde valor ao siar da loja. Ou seja, essas pessoas gastaram o dinheiro.
No entanto, uma delas resolveu não gastar nem um real e investiu tudo em uma aplicação financeira, garantindo assim que o capital não diminuiria, pelo contrário. Ela conseguiu formar uma carteira de investimentos que rende R$ 1.000 por mês.
Muito bom, não é mesmo?
No final, essa pessoa fez a mesma coisa que os outros: comprou produtos. A grande diferença é que em vez de gastar com produtos passivos (coisas que não trazem dinheiro) ele o fez com produtos financeiros ativos (aplicações que rendem dinheiro).
Com o que você tem gastado sua renda, com ativos ou apenas com passivos?
Imagine outra situação: João recebe um salário de R$ 10.000, mas gasta R$ 11.000 por mês. Enquanto José ganha R$ 2.000, gasta R$ 1.500 e investe R$ 500. Quem é mais rico? 
Perceba que João, apesar de ganhar mais, aumenta sua dívida mensalmente e José faz justamente o contrário. Então, não espere para poupar quando tiver o salário perfeito, esse dia talvez não chegue. Faça o melhor com o que tem em mãos.
É muito importante ter a mentalidade de uma pessoa financeiramente consciente. Dinheiro não foi feito para gastar como muitos pensam. Ele foi feito para trabalhar por você, e não o contrário. 

DICAS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Pare de brigar com o seu dinheiro para acertar a sua vida. Confira as dicas para educação financeira!
Todas essas dicas serão muito úteis para você. No entanto, colocar apenas uma ou nenhuma em prática não ajudará você em nada. Por trás de cada dica, está a lógica de um bom comportamento financeiro. 
Então, leia com atenção e pratique cada uma delas!

DOMINE AS TRÊS ETAPAS DO ACÚMULO DE RIQUEZA

Ganhe, economize e invista. É muito complicado conseguir acumular um patrimônio sem passar por esses três passos todo o mês. Se você tem dificuldades em se controlar, ao receber o seu salário, pague todas as contas.
Se tiver dívidas, negocie e parcele todas de forma que se encaixem no seu orçamento. Quando você fizer isso, deve sobrar dinheiro. Então, guarde um pouco para o mês e invista o restante ainda na primeira semana.

FAÇA APLICAÇÕES MENSAIS (MAS NÃO NA POUPANÇA)

Como dito, a melhor forma de economizar dinheiro é investindo. E você não deve fazer isso na poupança, pois ela rende pouco, muitas vezes menos do que a inflaçãoVeja um comparativo com outros investimentos mais rentáveis.
Ao aplicar dinheiro em uma CDBTesouro Direto ou outros investimentos, entenda que você não está emprestando para pegar os juros no final do mês, mas para deixar todo rendimento acumular e assim gerar um bolo de juros.

DIFERENÇA ENTRE PREÇO E VALOR

Quanto vale R$ 10.000 gastos em roupas, passeios ou  eletrônicos? Muito pouco, não é mesmo? Todas essas coisas possuem um preço, mas pouco valor a longo prazo. Lembre-se: elas são passivos.
E quanto vale R$ 10.000 aplicados que rendem mais dinheiro todo mês? Essa opção tem muito mais valor.
Entenda essa relação quando for comprar. Faça escolhas deixando as emoções de lado. Não faça como algumas pessoas que decidem apenas baseando-se em marcas que não agregam nada além de preço.
Cada coisa possui um preço e um valor, se o preço for maior que o valor, não faça negócio. Esse texto por exemplo, possui um preço: o tempo investido. No entanto, o valor de tal conhecimento compensa, e muito, esse preço.

APRENDA A ECONOMIZAR

Segundo uma pesquisa recente, 53% dos brasileiros compram por impulso. Então, existe uma grande chance de você ser um deles pelo menos uma vez por ano.
Afinal, todo o sistema varejista é programado para fazer você comprar. As promoções sempre parecerão imperdíveis. Então, como dito, deixe as suas emoções de lado.
Se está com muita vontade de fazer algo, não vá a uma loja que fornece isso. Você está muito pré-disposto a comprar. Um bom exemplo é quando você vai ao supermercado com fome.
Para evitar esse tipo de coisa, e não deixar de fazer as coisas que gosta, liste tudo o que o você quer a curto, médio e longo prazo. Então, pesquise e planeje o seu dinheiro para cada objetivo.

ESTIPULE METAS

O bom de possuir essa lista de prioridades em mãos é que você não precisa contar apenas com a sorte e sua capacidade de poupar. Por exemplo, se quer trocar de carro ano que vem e já possui uma entrada, faça um investimento de médio prazo.
Isso ajudará você a poupar dinheiro e multiplicar o seu capital. Até planos de curto prazo podem ser compreendidos em investimentos. Veja um guia completo sobre aplicações de curto prazo.

ENTENDA A IMPORTÂNCIA DE RESPEITAR SEU DINHEIRO

Você sabe de todo o esforço envolvido para ganhar dinheiro. Aprender a respeitar esse valor é a base da educação financeira.
Muitas pessoas querem aumentos de salário e oportunidades de renda extra, mas esquecem que o dinheiro economizado tem o mesmo valor do dinheiro extra. É muito mais simples deixar de gastar do que ganhar mais.

FAÇA UM PLANEJAMENTO E PAGUE SUAS DÍVIDAS

Uma das partes mais importantes da educação financeira é consertar os erros do passado como deixar contas acumularem por exemplo. Os juros são altos e podem comprometer qualquer planejamento financeiro.
Então,negocie suas dívidas e depois faça um planejamento futuro de acordo com seus ganhos e capacidade de poupar. Esse será o seu plano de ação para ficar rico. Não hesite em revisar esse planejamento de tempos em tempos.

ESTEJA PREPARADO PARA IMPREVISTOS FINANCEIROS

Depois que negociar as dividas e colocar a casa em ordem, é fundamental estar preparado para novos imprevistos. Então, o seu primeiro objetivo financeiro é acumular para uma reserva de emergência.
Ela deve equivaler ao custo de vida da sua família de 6 meses. Esse dinheiro só pode ser usado para situações que realmente não teriam como ser planejadas como gastos médicos, problemas no carro e etc.

APRENDA A INVESTIR

sexta-feira, 24 de março de 2017

RENDA VARIAVEL

São investimentos dessa categoria:
  • Ações
  • Derivativos
  • Câmbio
  • Fundos de Ações

É o tipo de investimento cuja remuneração ou sua forma de cálculo não é conhecida no momento da aplicação. Os investimentos de renda variável são, portanto, mais arriscados e recomendados para investidor de perfil dinâmico.
O investimento no mercado de ações é a forma mais conhecida de renda variável. Os preços das ações estão sofrem constantes variações refletindo os interessantes distintos dos agentes do mercado.
Diferente da renda fixa, onde o investidor não perde o capital investido inicialmente, mesmo havendo o risco dos juros serem muito baixos, na renda variável os juros podem ser negativos, ou seja, o investidor pode perder parte do capital inicialmente investido.
Apesar de possuir maior risco, o investimento na renda variável permite retornos muito maiores do que os da renda fixa.

RENDA FIXA

São investimentos dessa categoria:
  • Caderneta de Poupança
  • Títulos Públicos
  • Debêntures
  • Certificados de Depósito Bancário (CDB)
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Fundos de Renda Fixa
  • Fundos DI
  • LETRA FINNACEIRA
  • CRA
  • CRI
  • FIDC
  • RDB
  • DPGE
Os ativos de renda fixa podem ainda ser subclassificados em dois outros grupos:
Pré-Fixados: o investimento pré-fixado é aquele em que já se sabe de antemão a rentabilidade exata do título. Por exemplo, cada título de Tesouro Prefixado (antiga LTN) negociado no Tesouro Direto valerá R$1000 na data de vencimento. Então se você comprá-lo hoje por R$800, já saberá que ele irá valer R$1000 na data de vencimento.
Pós-Fixados: nos investimentos pós-fixados não se sabe a rentabilidade do título, apenas a forma de cálculo da rentabilidade. Os títulos pós-fixados estão atrelados a algum índice que pode ou não sofrer oscilações. Por exemplo, o Tesouro Selic (antiga LFT) também negociado no Tesouro Direto está atrelado a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia. Ou seja, a rentabilidade desse título varia de acordo com a taxa Selic.

É o tipo de investimento cuja remuneração ou sua forma de cálculo é conhecida no momento da aplicação. Os investimentos de renda fixa são, portanto, menos arriscados e recomendados para os investidores de perfil conservador.
Em geral os ativos de renda fixa são títulos de dívida, isto é, o investidor empresta o dinheiro a um emissor, ganhando o direito de receber em uma data determinada o capital investido acrescido de juros.
Entretanto, os investimentos de renda fixa não são imunes a riscos. Existe a possibilidade do emissor do título não cumprir com a obrigação assumida, ou seja, dar um calote. Felizmente isso é algo muito raro de acontecer. Alguns investimentos como a poupança, o CDB, LCI e LCA contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante que o investidor receba seu dinheiro mesmo no caso da falência do banco emissor.

Como fazer o balanço dos investimentos e conquistas

Você chegou aonde queria financeiramente? Saiba como e quando fazer o balanço dos investimentos e reavaliar sua carteira
Antes de investir, você deve traçar objetivos palpáveis, com valor e prazos determinados. Mas e depois que você já começou seus investimentos? O trabalho não acabou. Para alcançar suas metas, o próximo passo é fazer balanços periódicos para reavaliar sua estratégia.
Sabe aquela pergunta típica de entrevista de emprego: onde você se vê em dez anos? E se fizessem a pergunta oposta: você chegou aonde esperava chegar há dez anos? Conquistou mais ou menos do que imaginava?
Você também pode fazer essa avaliação com os seus investimentos. Você está mais perto das suas metas? Já alcançou alguma? Acumulou a quantia que esperava acumular até agora?
Em finanças, olhar para o passado é tão importante quanto olhar para o futuro. Devemos apenas tomar cuidado para olhar para o passado apenas para avaliar se precisaremos mudar a rota, e não esperando que ele se repita no futuro.
Com base no que alcançamos ou deixamos de alcançar, devemos avaliar o presente e as perspectivas futuras, para, aí sim, tomar decisões.
Se estivermos abaixo da meta, podemos corrigir a rota; se estivermos dentro ou acima da meta, talvez seja melhor manter o plano inicial, já que provavelmente estamos no caminho certo.

Tenha “submetas”

Ao estabelecer uma meta de investimento, crie também metas intermediárias, ou “submetas”. Assim, você conseguirá manter um acompanhamento sólido dos seus investimentos.
Alguns objetivos, como a aposentadoria ou a faculdade dos seus filhos, podem estar muito distantes. Então é mais estimulante e palpável ter objetivos intermediários ao longo do caminho.
“A meta inteligente tem cinco elementos: ela é específica, mensurável, alcançável, relevante e temporal”, diz Janser Rojo, planejador financeiro certificado (CFP®) da QI Financeiro Consultoria.
Por exemplo, se você pretende se aposentar em 30 anos, deve calcular o valor necessário conforme a sua expectativa de vida. Para saber se está no caminho certo, calcule também quanto você deverá ter nessa reserva a cada cinco anos.
Assim, sempre que fizer o balanço dos seus investimentos, você saberá se está perto ou longe da sua “submeta”, o que é bem mais palpável e fácil de verificar.
Rojo sugere ainda que você acompanhe o investimento como se fosse uma barra de download: qual percentual da meta intermediária e da meta final você já conseguiu alcançar?
Não perca de vista, porém, que um investimento de longo prazo continua sendo de longo prazo, ainda que a “submeta” esteja próxima.
O jeito de investir para o longo prazo é diferente da forma de investir para o curto ou o médio prazo. Se o investidor estiver muito abaixo da meta intermediária, pode ser o caso de fazer mudanças na carteira, mas mantendo suas características de longo prazo.
No exemplo da aposentadoria, o investidor pode e deve continuar aplicando em produtos financeiros de longo prazo.
Mas ele pode descobrir, por exemplo, que está longe da quantia desejada para daqui a dois anos porque não está poupando o suficiente, e não por conta da rentabilidade das aplicações. Melhor descobrir e corrigir isto agora, do que quando estiver perto de se aposentar.

Quando fazer seus balanços

Para Janser Rojo, é bom fazer o balanço dos investimentos mensalmente. Você pode usar os extratos e outros materiais enviados pelas próprias instituições financeiras por onde você investe.
Já o consultor financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro, acredita que balanços mais detalhados, que incluam mudanças na composição da carteira ou na quantia poupada, devem ser trimestrais, semestrais ou anuais.
“Se de seis em seis meses o investidor fizer essa revisão, ele nunca vai sair da linha”, observa Calil.

O que fazer se você estiver abaixo da meta

Segundo Mauro Calil, ficar abaixo da meta de vez em quando é “supernormal”. É quando, a pouco tempo da data da meta ou da “submeta”, você percebe que não vai conseguir chegar lá.
Se isso acontecer, respire fundo e avalie: foi você que planejou errado ou subestimou o tamanho da meta? Escolheu o produto financeiro errado? Ou aconteceu algo realmente inesperado e fora do comum no mercado?
Esse tipo de coisa acontece principalmente com os investimentos em renda variável, como ações e fundos de ações. Às vezes podemos estar convictos das perspectivas de uma empresa, mas um acontecimento surpreendente muda totalmente o rumo das coisas.
“O investidor precisa entender seu investimento. Se ele está em queda, cabe perguntar: mudou alguma coisa nas premissas que o levaram a investir? Você deve sair de um investimento se o motivo pelo qual investiu nele tiver mudado”, explica Janser Rojo.
“No caso dos fundos, as pessoas normalmente escolhem os que têm bom histórico, sem entender a gestão. Se a pessoa entende, pode conversar com o gestor ou a instituição que o distribui para saber se mudou alguma coisa na premissa daquele fundo, ou se o mau desempenho é temporário”, completa.
Para Mauro Calil, a queda de um investimento pode ser uma oportunidade para acelerar o passo, desde que seus fundamentos continuem sólidos.
“Quando as pessoas veem uma desvalorização, logo acham que estão se distanciando de sua meta. Mas se a empresa na qual investem for sólida, a queda deixa o ativo mais barato. O investidor pode comprar mais, e terá mais ações quando o preço se recuperar”, diz o consultor.

Cuidado com as premissas erradas

Segundo Calil, para ter sucesso nos investimentos é preciso que você não parta de premissas erradas. Em outras palavras, suas ideias não podem estar equivocadas na largada.
Alguns exemplos de erros: investir todo o dinheiro em uma única aplicação financeira; não levar em conta prazos e objetivos na hora de escolher as aplicações financeiras; escolher simplesmente a aplicação que rendeu mais, e não a que tem melhor potencial de retorno com o mínimo de risco.
Outro erro muito comum é o investidor achar que vai dar uma “grande tacada”, como vender a casa própria para investir naquela ação que “vai explodir”. Muita gente já perdeu tudo dessa forma.
“Se o investidor partiu de uma premissa equivocada, e o investimento começa a dar muito errado, é preferível realizar a perda e mudar de direção”, diz Mauro Calil.
Finalmente, há aqueles que acham que vão enriquecer de forma rápida e querem tomar atalhos.
“Vejo pessoas que planejam comprar a casa própria dentro de oito anos, caminham a passos pequenos e chegam lá em quatro. Já os que tentam acelerar o processo tomando um atalho, acabam conseguindo o objetivo só em dez anos”

Como Traçar seus objetivos financeiros antes de investir

Um passo a passo para você determinar objetivos financeiros, bem como seus respectivos prazos e valores para poupar e chegar lá
A maioria das pessoas só se preocupa em saber quais investimentos rendem mais no momento ou onde investir para ganhar uma rentabilidade maior que a da poupança. Mas se você já leu alguma coisa sobre como investir, provavelmente já percebeu que, antes disso, é preciso ter objetivos financeiros.
A escolha de uma aplicação financeira não deve ser feita com nível apenas no seu potencial de rentabilidade, mas também com o nível de risco que você tolera e o prazo em que você vai usar o dinheiro. E essas duas coisas têm tudo a ver com o destino do seu dinheiro.
Os investimentos adequados a uma viagem de férias podem ser completamente diferentes dos investimentos apropriados para uma reserva de aposentadoria.
Além de se livrar de dívidas e montar um orçamento, a pessoa que está se organizando para começar a investir deve também definir objetivos claros, com valor e prazo para acontecer.

Passo 1: Defina as prioridades da sua vida

Esse é talvez o passo mais difícil – mais difícil até do que se tornar um expert em investimentos –, especialmente para quem ainda é jovem. Nossos desejos mudam com o tempo, e nossas prioridades também.
Mas algumas prioridades podem ser generalizadas, como ter uma reserva de emergência para imprevistos graves, como a perda de um emprego; e uma poupança para a aposentadoria, para não depender totalmente da Previdência Social. Todo o resto é personalizável.

Passo 2: Defina objetivos claros

A partir das prioridades, você pode traçar objetivos financeiros, mas é importante que eles sejam claros. Devem ter valor e prazo definidos. Se você tiver uma família, a dica é reunir-se com todos e definir os sonhos individuais e coletivos.
“Ser milionário não é um objetivo. Um objetivo claro deve ter alguns elementos: prazo para ocorrer, quantia necessária para atingi-lo e um motivo”, diz Elisson de Andrade, doutor em economia, professor e blogueiro de finanças pessoais.
Ou seja, não basta definir que se quer ter um milhão de reais. É preciso definir em quanto tempo o primeiro milhão será atingido e qual o propósito daquela quantia. Independência financeira para geração de renda? Aposentadoria? Abertura de um negócio próprio? E assim por diante.

Passo 3: Verifique se é possível poupar para todos os seus objetivos

Depois de definidos seus objetivos, é preciso checar se sua receita líquida – a diferença entre o que você ganha e o que você gasta – se presta a cobrir todos eles. Ao poupar para objetivos de diferentes prazos, é possível alcançar a quantia estimada no tempo desejado?
Na opinião de Andrade, todos os objetivos devem caber, simultaneamente, na receita líquida, pois as pessoas tendem a adiar o início da poupança para os objetivos de longo prazo. Por exemplo, priorizam a viagem de fim de ano porque está mais perto, deixando a aposentadoria para depois.
Acontece que objetivos de longo prazo são de longo prazo justamente porque requerem mais tempo para a formação de um montante maior. Se a poupança não começar cedo, na hora em que os objetivos hoje longínquos estiverem batendo à porta pode ser tarde demais.
“Nós vivemos no curto prazo. Tanto o próximo aniversário do filho quanto a aposentadoria têm que caber na receita líquida”, diz Elisson de Andrade.
Alguns especialistas recomendam que antes de poupar para qualquer outro objetivo, primeiro se forme uma reserva de emergência, que deve ter de três meses a um ano do necessário para o seu sustento. Porém, vencida esta etapa, já é possível começar a poupar para vários objetivos simultaneamente.
O educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Terapia Financeira”, concorda que o orçamento deve dar espaço para todos os sonhos ao mesmo tempo. Neste post eu mostro alguns cálculos que você pode fazer para saber quanto poupar para cada objetivo.
“Primeiro se deve definir quanto você ganha e em seguida separar o correspondente aos seus sonhos. Depois é que são pagas as despesas. O que é mais importante: um carro, uma viagem, ou fazer uma compra a prazo?”, diz Domingos.
Ele defende que o orçamento seja montado de acordo com os sonhos da pessoa ou da família, e para isso é preciso fazer um diagnóstico financeiro: identificar onde é gasto cada centavo e cortar os excessos.
Endividados – principalmente os inadimplentes – devem se preocupar em primeiro quitar as dívidas para, só depois, criar uma folga para os sonhos no seu planejamento.
Não ter dívidas e ter objetivos bem definidos, por sinal, são os dois principais pré-requisitos para você se tornar um investidor.

Passo 4: Sintonize receita e objetivos

Se não for possível poupar para todos os seus objetivos com a sua receita líquida atual, é necessário fazer adaptações. Você tem algumas opções:
– Cortar objetivos: defina o que é realmente prioridade. “Já que a pessoa atribuiu motivos para cada objetivo, basta fazer um ranking do que é mais importante”, diz o Elisson de Andrade.
– Aumentar a receita líquida: isso pode ser feito de duas maneiras, ganhando mais – por meio de uma fonte de renda extra ou de um emprego com salário maior – ou gastando menos. Para isso você precisa readequar seu orçamento e talvez até voltar à planilha de gastos que você fez para montá-lo. Se você ainda não tem um orçamento, dê um passo atrás e veja esse passo a passo de como montar um orçamento e organizar as finanças.
– Alongar os prazos dos objetivos: talvez sua receita líquida não seja suficiente para atingir determinado objetivo no tempo pretendido inicialmente, mas pode ser que seja o bastante para alcançá-lo alguns anos depois. Em vez de trocar de carro dentro de dois anos, que tal em três?
– Diminua o valor dos seus objetivos: ao menos para alguns deles, pode ser possível reduzir a quantia necessária sem perda na qualidade de vida. Trata-se de adequar seus objetivos a metas mais realistas. Talvez um carro de 50 mil reais lhe atenda perfeitamente, sem a necessidade de um de 80 mil reais, e assim por diante.
– Invista melhor: você pode buscar uma rentabilidade maior e a um nível de risco adequado em aplicações financeiras, de forma a fazer seu patrimônio crescer de maneira mais consistente. Repare que esta é apenas uma das coisas que você pode fazer.

Passo 5: Invista

Depois de todo esse planejamento, é hora de investir. É fundamental que os investimentos escolhidos estejam adequados à sua tolerância ao risco e ao perfil e prazo dos seus objetivos.
Objetivos de curto e médio prazo, principalmente aqueles com uma data inadiável para acontecer – como um casamento com a data já marcada – devem priorizar investimentos seguros e de fácil resgate, isto é, boa liquidez.
Já objetivos de médio prazo que possam ser adiados em caso de eventualidades, ou objetivos de longo prazo, podem se voltar a investimentos com um grau de risco um pouco maior e uma liquidez menor, desde que sejam capazes de dar maiores retornos.
Além disso, é essencial que você esteja à vontade e ciente de quaisquer riscos que esteja correndo.
“É preciso fazer alocação de ativos, ou seja, montar uma carteira de investimentos que dê conta de todos esses objetivos, agora claramente traçados. Deve-se levar em consideração elementos como risco, possibilidade de retorno, tributação, valor disponível para investimento, prazo e liquidez”,

3 Investimentos de baixo risco mais rentáveis que a poupança

Insatisfeito com o rendimento da caderneta de poupança? Você pode trocá-la por uma dessas aplicações financeiras conservadoras
A caderneta de poupança ainda é o investimento mais popular do Brasil, mas os resgates vêm superando as aplicações consistentemente nos últimos tempos.
Em 2015, a captação líquida da poupança só foi positiva no mês de dezembro. Isso significa que, em todos os outros meses, houve mais saques que aplicações. A caderneta fechou o ano com os resgates superando os investimentos em mais de 53 bilhões de reais.
Alguns fatores explicariam isso. O principal deles é a crise econômica, que vem causando desemprego e faz com que as pessoas precisem resgatar os recursos aplicados. A inflação elevada é outro problema. A perda de poder de compra das famílias as obriga a sacar suas economias.
Outra questão que tem levado a poupança a perder recursos é sua baixa rentabilidade, que não está conseguindo superar a inflação.
Isso faz com que o dinheiro aplicado vá perdendo seu poder de compra com o tempo, o que não é tão problemático para quem vai usá-lo dentro de alguns meses, mas é muito danoso para quem quer juntar uma grande quantia para usar apenas dentro de alguns anos.
Assim, quem não precisa do dinheiro para seus gastos do dia a dia e tem planos de prazo mais longo está preferindo migrar para investimentos conservadores mais rentáveis.
Se este é o seu caso, mas você não sabe para onde levar seu dinheiro, ou está receoso de sair da poupança por medo de colocar seu pé de meia em risco, este post pode te ajudar.
Já passou da hora de buscar opções melhores que a caderneta de poupança. E existem no mercado investimentos tão seguros quanto ela, se não mais. E o melhor, acessíveis para qualquer investidor pessoa física.

O que um investimento deve ter para substituir a poupança

Para funcionar bem como substituto da poupança, o investimento escolhido deve ser conservador, apresentando as seguintes características:
– Ter baixo risco: os investimentos de renda fixa conservadora são os que mais se aproximam do nível de risco da poupança, pois têm baixo risco de calote e de desvalorização;
– Ter alta liquidez: o dinheiro deve poder ser resgatado de maneira fácil e rápida, imediatamente ou poucos dias após o pedido de resgate;
– Ter rentabilidade pós-fixada atrelada à taxa básica de juros: o rendimento deve variar de acordo com a Selic ou o CDI (as duas taxas costumam ser bem próximas);
– Ter taxas de administração baixas.
Se atender a esses pré-requisitos, o investimento será mais rentável que a poupança mesmo com a cobrança de imposto de renda e de eventuais taxas. Além disso, terá o mesmo nível de risco que a caderneta, se não for mais seguro, podendo ser resgatado a qualquer momento sem perdas.
Investimentos conservadores que não possam ser resgatados a qualquer momento devem ser evitados, pois deixarão o investidor na mão em caso de emergência.
Você também deve fugir de aplicações que cobrem taxas muito altas. Como os custos e o IR comem parte da rentabilidade dos investimentos, eles podem perder da poupança em épocas em que a taxa básica de juros estiver mais baixa.
Conheça os três principais substitutos da caderneta de poupança:

1. Certificados de Depósito Bancário (CDB)

São títulos de dívida emitidos por bancos. Por meio deles, o investidor empresta dinheiro para o banco desempenhar suas atividades, em troca de um rendimento. Não há cobrança de taxas, apenas IOF sobre os rendimentos (no caso de aplicações inferiores a 30 dias) e imposto de renda.
Para atuarem como bons substitutos da poupança, os CDBs devem ter liquidez diária, podendo ser resgatados a qualquer momento, e render um percentual do CDI, taxa de juros das operações de empréstimos entre bancos.
O ideal é que paguem a partir de 90% do CDI. Mas quando a taxa Selic está num patamar mais elevado, até percentuais menores costumam superar a rentabilidade da poupança. Em bancos médios é possível encontrar rentabilidades maiores, como 100% do CDI com liquidez diária.
Os CDBs têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até 250 mil reais por CPF, por instituição financeira. É a mesma garantia da poupança.
Lembrando que esse é o valor global de proteção, isto é, válido para todos os depósitos garantidos pelo FGC que o investidor tem em uma mesma instituição, como conta corrente, poupança e CDB.
Essa garantia permite ao investidor buscar rentabilidades maiores em bancos de menor porte, pois caso o emissor quebre e dê um calote, o FGC garante a quantia aplicada. Porém, nesses casos, é importante não manter mais do que 250 mil reais em um mesmo banco.
O valor do aporte inicial varia de CDB para CDB, mas há papéis para investidores de todos os portes.

2. Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic (LFT) é um título público, isto é, um título de dívida emitido pelo governo federal. É o investimento de menor risco da economia brasileira.
Primeiro porque, como todos os títulos públicos, tem garantia do governo federal, o que faz com que seu risco de calote seja o menor do país.
Segundo porque sua remuneração é atrelada à taxa Selic, o que faz com que seja mínimo o risco de o investidor perder dinheiro se vender o título antes do vencimento. Nesse caso, seu rendimento muito provavelmente será positivo.
Isso já não é verdade para os outros títulos públicos, que têm outras formas de remuneração. Eles são considerados menos conservadores, pois têm um risco considerável de dar retorno negativo se vendidos antes do vencimento. Se levados até o fim do prazo, porém, pagam exatamente a rentabilidade acordada na hora da compra.
É por meio da compra de títulos públicos que pessoas e instituições emprestam dinheiro ao governo federal. Pessoas físicas têm acesso a esses papéis pelo Tesouro Direto, plataforma on-line de compra e venda de títulos públicos. O investimento inicial é de apenas 30 reais.
Para ter acesso ao Tesouro Direto é preciso abrir conta em uma corretora de valores que ofereça o serviço, e elas geralmente cobram uma taxa de custódia anual para isso. Além disso, há uma taxa de custódia obrigatória de 0,3% ao ano, paga à bolsa de valores, pela guarda dos títulos.
Não é difícil para o Tesouro Selic superar a poupança, já que sua rentabilidade é atrelada à Selic. Mas como há taxas e cobrança de imposto de renda – e de IOF para aplicações de prazo inferior a 30 dias – é preciso atentar para a taxa cobrada pela corretora, para que não seja alta demais.

3. Fundos de renda fixa conservadora

Os fundos de renda fixa conservadora investem em papéis como os já mencionados CDBs e títulos Tesouro Selic (LFT), além de fazerem outras operações de baixo risco no mercado financeiro. O objetivo é obter uma rentabilidade próxima da taxa CDI.
Uma vantagem de investir por meio de fundos de investimento é que você não precisa se preocupar em escolher os investimentos, você tem um profissional para fazer isso por você. Além disso, você já investe em uma carteira diversificada, mesmo que não tenha muito dinheiro.
Mas essa gestão profissional tem um custo: a taxa de administração. É importante que ela não seja muito alta, para que não reduza demais a rentabilidade e torne o fundo desvantajoso frente à poupança. Especialistas recomendam que ela não ultrapasse 1% ao ano.
Há ainda cobrança de IOF para aplicações de prazo inferior a 30 dias e imposto de renda sobre os rendimentos.
Fundos conservadores são muito acessíveis ao investidor pessoa física, e alguns sequer exigem um valor mínimo de aporte inicial, aceitando qualquer quantia.
Quanto ao risco, os investidores só estão expostos ao risco das aplicações financeiras nas quais o fundo investe. Como os fundos têm CNPJ próprio, seu patrimônio não se mistura ao das instituições financeiras que cuidam dele, como a gestora e a administradora. Se o gestor, por exemplo, quebrar, basta migrar o fundo para outro gestor.

LCIs e LCAs: 3 motivos para gostar e 4 para ficar atento

Conheça as vantagens e os riscos dos títulos de renda fixa isentos de imposto de renda
Isenção de impostos é algo que faz os olhos dos investidores brasileiros brilharem. Não por acaso, as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) têm feito tanto sucesso.
Assim como os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), esses dois títulos de renda fixa são emitidos por bancos, têm baixo risco e costumam pagar um percentual da taxa CDI.
Mas é a isenção de imposto seu grande atrativo. Sem ter que pagar imposto de renda, o investidor consegue uma rentabilidade superior à da poupança e à de muitos CDBs com o mesmo nível de risco.
Segundo a Cetip, central depositária desse tipo de papel, o estoque de LCI subiu 35% de outubro de 2014 para outubro de 2015 (data do último dado), passando de 138 bilhões de reais para 186 bilhões de reais.
Já o crescimento do estoque de LCA no período foi de 33%, passando de 37 bilhões de reais para 49 bilhões de reais.
A título de comparação, o estoque de CDBs no mesmo período de 12 meses caiu 6,9%, passando de 537 bilhões de reais para 500 bilhões de reais.
Mas apesar das vantagens, LCIs e LCAs também têm seus riscos. É bom ficar de olho nos seus prós e contras.

3 motivos para gostar de LCIs e LCAs

– Isenção de imposto de renda: Assim como a poupança, esses papéis são isentos de IR para o investidor pessoa física.
Já os CDBs e outras aplicações de renda fixa tributadas sofrem cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos, cujas alíquotas variam de acordo com o prazo do investimento, conforme a tabela regressiva a seguir:
PrazoAlíquota de IR
Até 180 dias22,50%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,50%
Acima de 720 dias15%
– Cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC): assim como a poupança e os CDBs, as LCIs e LCAs têm garantia do FGC para valores investidos de até 250 mil reais por CPF, por instituição financeira, em caso de quebra do banco emissor do papel. O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos, mantida por bancos, destinada a ajudar a manter o equilíbrio do sistema financeiro.
– Remuneração melhor que a poupança: LCIs e LCAs têm uma remuneração líquida em geral superior à da poupança e até de muitos CDBs.
Por exemplo, em 2015, a poupança com data de aniversário no dia 1º rendeu 8,07%, e o CDI foi de 13,29%. Um CDB que pagasse 90% do CDI naquele ano teve uma rentabilidade líquida de IR de 9,87% (considerando a alíquota de 17,5% para mais de 360 dias). Já uma LCI que pagasse apenas 80% do CDI teria rendido ao investidor 10,63%.

4 motivos para ficar atento com LCIs e LCAs

– Baixa liquidez: LCIs e LCAs, ao contrário da poupança e de boa parte dos CDBs que pagam um percentual do CDI, não podem ser resgatadas a qualquer momento.
O governo estabeleceu que elas não podem ser resgatadas antes de uma carência mínima de 90 dias. No caso de papéis de prazo maior, pode haver restrições ao resgate antes do vencimento, como uma carência maior que 90 dias, resgate antecipado com uma rentabilidade bastante sacrificada ou apenas do principal, ou liquidez apenas na data de vencimento.
Ou seja, apesar de terem a mesma isenção de IR e garantia que a poupança, LCIs e LCAs não são indicadas para substituir as aplicações de curtíssimo prazo, aquelas que garantem seu fluxo de caixa no dia a dia.
– O ressarcimento do FGC pode demorar: a garantia do FGC é um ótimo benefício, mas o investidor não deve esquecer que, se um banco tem problemas a ponto de o FGC entrar em ação, pode levar até alguns meses para os investidores receberem seu dinheiro de volta. Durante esse período, o dinheiro não rende.
– A isenção de IR pode acabar em breve: o Congresso analisa uma medida provisória (MP 694) que pode acabar com a isenção de imposto de renda de LCIs e LCAs.
Se a medida for aprovada, é possível que a tributação seja inferior à de outras aplicações de renda fixa, mantendo alguma vantagem para LCIs e LCAs. Porém, uma queda na rentabilidade será inevitável.
Contudo, uma aprovação em 2016 provavelmente só entraria em vigor em 2017 e não atingiria investimentos feitos anteriormente. Ou seja, ainda se mantém vantajoso investir agora.
– O investidor pode cair na armadilha de investir só pela isenção de IR: as LCIs e LCAs não são automaticamente mais rentáveis que os CDBs só porque são isentas de imposto de renda.
Uma LCI que paga 90% do CDI equivale a um CDB que rende 116% do CDI, de fato uma remuneração rara para CDBs.
Mas uma LCI ou LCA com uma rentabilidade muito baixa pode facilmente ser superada pela remuneração líquida de um CDB. É preciso ficar atento a isso.
Por exemplo, para um prazo maior do que dois anos, um CDB que paga 90% do CDI é mais rentável que uma LCI que paga apenas 80% do CDI, apesar de o primeiro ser tributado e a segunda não.
Por um lado, o CDB está na faixa de remuneração mais baixa (15% para prazos maiores que 720 dias, atualmente); por outro, a remuneração da LCI é baixa demais.

Moral da história

Não se atire em uma aplicação isenta só porque ela é isenta. Verifique se você não tem opções tributadas com o mesmo nível de risco e maior rentabilidade para o prazo desejado.
Lembre-se de que a isenção de IR é uma das desculpas mais usadas para as pessoas permanecerem na caderneta de poupança, aplicação que vem perdendo paulatinamente da inflação.

5 aplicações seguras para perder o medo de sair da poupança

Os investimentos de baixo risco que podem substituir a caderneta de poupança para quem se considera muito conservador
Você está insatisfeito com o rendimento da poupança e quer investir em algo melhor, mas se considera um investidor conservador e acha que não conhece o suficiente o mercado financeiro?
Se esta é a sua história, saiba que você não está só, nem precisa ter medo de investir fora da poupança. Há diversas opções mais rentáveis no mercado e que são tão seguras quanto a caderneta – quando não mais!
Em tempos de juros altos, como o atual, não é difícil que os investimentos de renda fixa conservadora ganhem da caderneta de poupança. Sua remuneração é diretamente atrelada à taxa básica de juros (Selic) e ao CDI, taxa de juros das operações interbancárias que se aproxima da Selic.
Já a rentabilidade da poupança esbarra em um teto: 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR). A TR é ligada à Selic, mas conta com um redutor em seu cálculo que tem feito com que ela permaneça baixa mesmo em época de juros altos.
Quanto maior a taxa básica de juros, maior é a rentabilidade dos investimentos de renda fixa conservadora. E quando os juros estão elevados, eles conseguem ganhar da poupança com folga, mesmo com cobrança de taxas de administração e imposto de renda.
Conheça os investimentos de baixo risco ideais para os investidores conservadores que estão insatisfeitos com a poupança:

Certificados de Depósito Bancário (CDB)

Os CDBs são emitidos e normalmente distribuídos por bancos, mas também podem ser distribuídos por corretoras de valores ou distribuidoras de valores mobiliários.
Sua remuneração costuma ser expressa em um percentual do CDI. Atualmente, CDBs que paguem mais de 80% do CDI costumam ser mais rentáveis que a poupança, mesmo com a cobrança de imposto de renda, da qual a poupança é isenta. Em bancos médios, há CDBs que pagam 100% do CDI com liquidez diária.
CDBs com liquidez diária, que podem ser resgatados a qualquer momento, são bons substitutos para a poupança. Mas aqueles que oferecem remuneração maior apenas se o investidor mantiver o dinheiro aplicado por um determinado prazo podem pagar muito pouco em caso de resgate antecipado.
Por isso, é bom ficar atento: se você quer uma aplicação de curto prazo, resgatável a qualquer momento, prefira os CDBs com liquidez diária. Se vai fazer um investimento de médio e longo prazo, pode escolher um CDB que pague mais de 100% do CDI em um prazo maior.
CDBs têm o mesmo nível de segurança da poupança: garantia de até 250 mil reais por investidor, por instituição financeira, oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que, se o banco quebrar, o investidor é ressarcido até esse teto.
Lembrando que esse é o valor global de proteção. Ou seja, é válido para todos os depósitos garantidos pelo FGC que o investidor tem em uma mesma instituição, como conta-corrente, poupança e CDB.
Quer saber mais sobre os CDBs? Este post traz mais detalhes! E aqui você encontra mais explicações sobre o funcionamento do FGC.

Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic (LFT) é um título público emitido pelo governo federal e negociado via Tesouro Direto, plataforma eletrônica de negociação de títulos públicos para a pessoa física. Entenda melhor o que são e como funcionam os títulos públicos.
São as aplicações de menor risco do Brasil. Primeiro porque sua rentabilidade apenas acompanha a Selic, o que os torna os títulos mais conservadores do Tesouro Direto.
Segundo, porque eles têm garantia do governo brasileiro. Mesmo que a saúde financeira do governo não seja das melhores, seu risco de calote ainda pode ser considerado menor que o de investimentos emitidos por empresas ou bancos privados no Brasil.
Afinal, essas entidades também estão expostas ao risco do governo brasileiro, além dos riscos dos seus próprios negócios.
E em terceiro lugar, porque esses títulos têm liquidez diária, podendo ser vendidos de volta ao Tesouro Nacional a qualquer momento, sempre que o investidor quiser reaver seus recursos.
Para ter acesso ao Tesouro Direto é preciso abrir conta em uma corretora de valores que ofereça a modalidade. Há um custo fixo e obrigatório de 0,3% ao ano e pode ou não haver uma taxa adicional cobrada pela corretora. Veja como investir no Tesouro Direto.
Para o Tesouro Selic não é difícil render mais que a poupança, mesmo com o imposto de renda. Só é preciso tomar cuidado para os custos não acabarem com essa vantagem.
Com a Selic atual, o investimento em Tesouro Selic supera a poupança mesmo na corretora que cobra a taxa mais alta. Porém, prefira uma corretora que não cobre taxa ou que cobre uma taxa baixa, para não ter a rentabilidade sacrificada se a Selic voltar a cair.

Fundos de renda fixa conservadora

Os fundos de renda fixa conservadora, entre os quais se encontram os fundos DI, são obrigados a investir a maior parte do patrimônio em aplicações ou operações de baixíssimo risco que objetivem acompanhar as variações do CDI ou da Selic.
Ou seja, seu objetivo é render o equivalente ao CDI, e eles não sofrem com oscilações negativas. Assim, eles também podem ser ótimos substitutos da caderneta de poupança.
O investidor deve ficar atento, pois existem fundos de renda fixa que investem em ativos mais arriscados. Eles podem até ter rentabilidade negativa.
Os fundos de investimento no Brasil são protegidos por uma rigorosa legislação que os obriga a ter um CNPJ próprio. Isso faz com que o patrimônio de um fundo jamais se misture com o de sua gestora ou o de sua administradora, resguardando os cotistas. Veja mais detalhes sobre como funcionam os fundos.
Esses fundos de investimento estão sujeitos à cobrança de imposto de renda segundo o regime de come-cotas, em que o imposto é pago em cotas a cada seis meses. Entenda em detalhes como funciona o sistema de come-cotas.
Verifique o histórico de rentabilidade do fundo antes de investir e certifique-se de que sua taxa de administração seja baixa, de no máximo 1% ao ano. Isso porque, se a Selic tornar a cair, os fundos mais caros tendem a perder da poupança.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são papéis de renda fixa emitidos por bancos e protegidos pelo FGC, assim como os CDBs. Porém, são isentas de imposto de renda, como a poupança.
Apesar de rentáveis, elas não são adequadas para substituir a poupança em aplicações de curto prazo. Há um prazo de carência de 90 dias para poder haver um resgate, e algumas não permitem resgate antes do vencimento.
Por isso, esses papéis são mais adequados para objetivos de médio e longo prazo, que casem com o prazo do papel.